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Piauienses participam do V Encontro de Agricultores e Agricultoras Experimentadores no Ceará

Postada em 19/02/2019 ás 10h27 - atualizada em 19/02/2019 ás 10h30

Piauienses participam do V Encontro de Agricultores e Agricultoras Experimentadores no Ceará

Uma comitiva de agricultores e agricultoras do Piauí participam do V Encontro de Agricultores e Agricultoras Experimentadores, que aconteceu de 12 a 15 de fevereiro, em Juazeiro do Norte (CE). O evento reúne cerca de 250 pessoas dos estados de Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão, que chegaram em caravanas para ver, ouvir e trocar experiências de convivência com o Semiárido, muitas delas baseadas na prática da agricultura agroecológica.



Nesta edição o tema foi: “Diálogo entre a sabedoria popular e a ciência para a construção dos conhecimentos para a convivência com o Semiárido”. As organizações que integram o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido participaram do evento com uma caravana de 11 agricultores e técnicos.  O encontro proporciona um grande intercâmbio de experiências entre representantes da agricultura familiar dos dez estados do Semiárido.



Adriela Dantas, agricultora da comunidade Saco Novo, municípios de Pimenteiras, Piauí, fala que é uma alegria estar aprendendo com tantas trocas de experiências. Ela e a família produzem remédios naturais e na feira do evento teve a oportunidade de comercializar e conhecer muitos outros agricultores que acrescentaram conhecimento. “Mesmo com esse momento difícil que o país vive, onde os direitos dos pequenos agricultores estão ameaçados, participar desse encontro mostra que temos força e espaços”, diz a agricultora.



Sobre as riquezas de conhecimento adquirido no encontro, o agricultor José Ferreira de Pedro II, Piauí, afirma que: “Esses momentos aprendemos que a mãe natureza precisa de cuidados, que somente quando os pequenos agricultores entenderem que não precisam usar agrotóxicos, nem desmatar, que o que precisam é cuidar das plantas, das sementes, só assim colocaremos tudo em ordem de novo”, explica José.



A troca de experiência, as feiras de sabores e saberes, os momentos culturais e de formação fazem parte da dinâmica do Encontro promovido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que também convidou representantes de instituições de pesquisa e de organizações de fortalecimento da agricultura familiar.



As pesquisas que comparam as variedades crioulas, melhoradas há séculos por gerações de famílias agricultoras, com as variedades convencionais, melhoradas por instituições de pesquisas, têm confirmado o que os agricultores e agricultoras já sabiam: que as sementes crioulas são melhor adaptadas às características ecológicas do Semiárido e respondem a contento a todas as necessidades de quem as planta.



Para o coordenador técnico do Programa Sementes do Semiárido no Piauí, José Maria Saraiva do CERAC (Centro Regional de Assessoria e Capacitação), essas pesquisas reforçam os argumentos contra os programas públicos inadequados ao semiárido, como o de distribuição de sementes não adaptadas à região.



 



 “As sementes transgênicas e biofortificadas são ameaças para as sementes crioulas, que são cultivadas sem agrotóxicos e fertilizantes. Se com o apoio do Governo essas sementes do mal começarem a ser empurradas para nossos agricultores e agricultoras perderemos essa riqueza passada de geração a geração pelas famílias agricultoras e teremos dependência e consequentemente fome”, alerta José Maria.



Preocupados com as possíveis erosões genética nas sementes crioulas do semiárido, a ASA anunciou uma nova parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Esse projeto irá ampliar as pesquisas sobre as sementes crioulas no Semiárido. Em sete territórios de quatro estados – Bahia, Pernambuco, Paraíba e Piauí – serão realizados estudos para averiguar as qualidades de germinação, produção e outras das variedades genéticas de domínio das famílias agricultoras. Além do diagnóstico, o projeto também fortalecerá a luta pelas sementes crioulas junto às comunidades.  



Contribuições: Joelson Vieira - Cefesa, Auri Cardoso - Comunidade Kolping Engano de Baixo e José Maria Saraiva - Cerac


















FONTE: Comunicadores Popular do FPCSA
PUBLICADO POR: Kolping do Piauí
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